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Playviews: Resident Evil 5 Gold Edition pro Fabio Martinez

      Resident Evil 5 Gold Edition é a versão definitiva da versão mais polêmica da famosa série de zumbis da Capcom. Porém, antes de conferirmos as novidades, falemos do jogo em si.

   Anunciado como o jogo que levaria Chris Redfield à África para descobrir as origens da Umbrella Corporation, Resident Evil 5 gerou polêmica devido à óbvia matança de zumbis negros que o game traria.   Isto levou a Capcom a tomar duas medidas: adicionar zumbis brancos e asiáticos (no meio da áfrica) em meio aos africanos e colocar Sheva, da divisão africana da BSAA como parceira de Chris. 


   

   O jogo foi recebido bem pela maioria dos fãs, porém sempre há aqueles saudosistas que não evoluem. O fato de o jogo ter jogabilidade e até bosses muito parecidos com os de RE4 (onde foi mesmo que eu vi um ogro gigante, um louco com uma moto serra e um monstro no lago?), chegou até a me fazer pensar se a Capcom já está ficando sem idéias novas, mas a verdade é que as batalhas contra os mesmos são muito diferentes e mais divertidas que o jogo anterior.

   

   O enredo do jogo começa quando Chris, muito mais velho (após anos de malhação) e agora integrante da BSAA, organização que combate as armas biológicas que se espalharam pelo mundo após o fim da Umbrella, parte em uma missão para a África, seguindo a pista de um suposto novo vírus. Como não poderia deixar de ser, ele acaba perdido em meio a uma vila que é utilizada para testes da nova versão dos Ganados, os Majinis (meus agradecimentos a Ada Wong pelas plagas). 


 

   Com o decorrer da trama, você descobrirá mais sobre o que aconteceu à ex-parceira de Chris, Jill Valentine, sobre como Albert Wesker está envolvido com a corporação maligna da vez, a Tricell, e porquê a Excella desbanca a Mai Shiranui.


 

   Outra reclamação geral seria a de que a série estaria abandonando suas raízes de jogos de terror para se voltar mais à ação. O que não vêem é que isso não é ruim, a ação é da melhor qualidade e se o jogo não evoluísse, começaria a perder a graça.  Além do mais, os responsáveis pela franquia já deixaram claro que o próximo será mais voltado ao terror (ufa, chega de sol!).

 

   Os gráficos são caprichados, principalmente quanto às texturas e modelos de personagens. A dublagem é de alto nível, devido ao fato de ter sido captada enquanto os atores realizavam as capturas de movimentos (Excella da vida real, você é minha musa!), que pode ser conferida no disco extra que acompanha a edição de colecionador.


 

   Quanto à jogabilidade, trata-se de uma versão refinada de RE4, e traz a possibilidade de multiplayer cooperativo online e offline, o que torna o jogo divertidísimo. Vaçe lembrar porém que a inteligência artificial mostra-se ineficiente caso você jogue no nível profissional, o que irritou muita gente.

A versão de Ouro 

 

  A versão estendida do jogo traz três novidades muito interessantes. Lost in nightmares nos leva à missão de Chris e Jill em busca do último fundador da Umbrella ainda vivo, Ozwell Spencer. A mansão que lembra muito a de Racoon City, as portas que se abrem em primeira pessoa, os enigmas old school e a música do piano trazem um sentimento de nostalgia que deixa qualquer fã anestesiado. Isso que é conteúdo adicional.

   

   O outro capítulo, Desperate escape, mostra como Jill e Josh conseguiram chegar aos momentos finais do game, e funciona mais como o jogo principal.

Zumbis aos montes, ação e correria. 

   Ainda há o modo Mercenaries reunion, que traz Josh, Excella, Rebecca e Barry (I have this!) como personagens jogáveis, além de novas roupas para Chris e Sheva, duas para cada. 

 

   Resident Evil 5 é isso tudo e mais um pouco. Mesmo não sendo tão revolucionário quanto seu antecessor, trata-se de uma produção de altíssimo nível, um game excelente que nenhum fã pode perder. Para quem não jogou, fica a dica da versão dourada e mais completa. Até o próximo Playview, caçadores de troféus!



1 year ago

April 12, 2010
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